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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Enem 2013 – É hora de estudar ou relaxar?

O Enem de 2013 está chegando! O preparativo para as provas do exame, que acontecerão nos dias 26 e 27 de outubro, é muito mais do que apenas estudo. Outros fatores, como o controle emocional, também são decisivos.
Nesse momento, várias recomendações aparecem nos mais diversos canais de comunicação. Entretanto, nem sempre essas dicas podem ajudar, mesmo sendo boas. Como assim? Hoje queremos destacar duas dicas importantes e que são, aparentemente, independentes, mas que podem se tornar contraditórias. Isso mesmo! As duas dicas (que aparecem em matérias na TV, internet e revistas) são úteis mas, na prática, dificilmente os estudantes conseguem aplicá-las da melhor maneira possível.
Vamos as dicas. Depois explicaremos em detalhes essa dificuldade.
1 – Conheça a prova!
De fato, essa dica é fundamental. Quem, além do conteúdo do ensino médio, estudou as características da prova do Enem, tem, sem dúvida nenhuma, muito mais chance de sucesso. E existem várias maneiras de se aperfeiçoar nesse quesito. São elas: Resolver edições anteriores do exame, fazer simulados para aprender a organizar seu tempo dentro da prova, ler e se atualizar, revisar os assuntos que mais aparecerem em cada matéria, dentre outras.
2 – Manter (ou encontrar!) o controle emocional.
Outra dica muito importante. Afinal, o controle emocional é, certamente, umas das características daqueles que arrebentam na prova. Sem ele, a preparação de um ano todo (ou mais) pode ir por água abaixo em poucas horas!

Fácil, não é?
Não é tão simples assim! O que diversos especialistas e professores esquecem de ressaltar é que, muitas vezes, a primeira dica pode atrapalhar a segunda. Sabe aquela história que “cobre ali, descobri aqui”? Quem seguir a primeira dica (estudar, fazer simulados etc) naturalmente aumentará (salvo algumas exceções) sua preocupação e seu cansaço, pois deverá se empenhar ainda mais. E isso, com certeza, irá prejudicar seu controle emocional, contrariando justamente a segunda dica!
Dessa forma, é necessário uma reflexão para decidir qual a melhor maneira possível de lidar com os estudos nessa reta final. E, como trata-se de uma reflexão, a resposta será diferente para cada um.
Nessa etapa, vários cenários podem aparecer. Vamos mostrar as atitudes corretas para cada situação:
  • Aumente os estudos, caso entenda que seu emocional está em ordem.
  • Aumente os estudos, caso perceba que seu estresse e sua preocupação diminuem na medida que se sente mais preparado (Sim! Existem estudantes que ficam mais tranquilos quanto mais estudam! É claro que isso é muito bom. Se você for uma dessas pessoas, ótimo. Apenas não tente ser uma delas! Respeite você mesmo!)
  • Diminua os estudos, caso perceba que já está sentido o peso da prova e ficando nervoso! Pense nela só quando for estudar e foque no que acha mais importante. Faça exercícios físicos diários.
Dessa forma, você evita algumas atitudes que podem prejudica-lo, como por exemplo, aumentar os estudos e acabar elevando seu estresse a tal ponto que vire desespero.
Assim sendo, você precisa refletir como estudou até o momento para decidir corretamente. Do que está precisando? Mais controle emocional ou mais estudos? Recomendamos que faça essa reflexão e tente se encaixar num dos 3 cenários bons que elencamos anteriormente.
Em outras palavras, existem pessoas que podem e conseguem estudar mais. Outras, talvez por terem estudado demais, necessitem de uma redução nas horas de dedicação e um pouco de exercício físico. Exemplo: de 8 horas para 6 horas diárias e uma caminhada, que tal?
Claro que ainda da tempo de estudar muitas coisas. O ideal é encontrar a quantidade de estudo máxima que não irá sacrificar seu controle emocional. Apenas saiba que nem sempre é fácil encontrar esse equilíbrio. Talvez, a opinião de parentes e amigos que acompanham seu dia a dia possa ser muito valiosa, pois os mesmos podem ajudá-lo a identificar possíveis exageros e indícios de estresse.

Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

Dicas de língua estrangeira (Inglês) para o Enem 2013




Daqui a exatos 18 dias teremos as tão aguardadas provas do Enem 2013. No segundo dia (27 – domingo), os candidatos responderão as questões de Matemática, Linguagens e Códigos, além de elaborarem a redação. A prova de Linguagens e Códigos envolve 40 questões de Literatura, interpretação de textos e Gramática, bem como 5 itens relacionados a língua estrangeira (espanhol ou inglês).
Se você, assim como a grande maioria dos mais de 7 milhões de estudantes, escolheu a língua inglesa como opção de LE, este artigo é para você!
Antes de mais nada é preciso entender que, assim como as questões das outras áreas do Enem, itens de LE possuem diferentes níveis de dificuldade e são, na sua maioria, essencialmente interpretativos, podendo trazer textos, imagens, charges etc. O diferencial é que além da capacidade de interpretação, nestes casos também será exigido do candidato conhecimentos mínimos relacionados a língua estrangeira escolhida, o inglês no caso.
Vejamos abaixo um exemplo de questão de inglês que caiu na prova de Linguagens e Códigos do Enem 2011, resolvida e comentada pelo nosso professore Vitor Muller.

Questão – Enem 2011
How’s your mood?

For an interesting attempt to measure cause and effect try Mappiness, a project run by the London School of Economics, which offers a phone app that prompts you to record your mood and situation.
The Mappiness website says: “We’re particularly interested in how people’s happiness is affected by their local environment – air pollution, noise, green spaces, and so on – which the data from Mappiness will be absolutely great for investigating.”
Will it work? With enough people it might. But there are other problems. We’ve been using happiness and wellbeing interchangeably. Is that ok? The difference comes out in a sentiment like: “We were happier during the war.”
But was our well-being also greater then?
Disponível em: http://www.bbc.co.uk Acesso em: 27 jun. 2011 (adaptado).
O projeto Mappiness, idealizado pela London School of Economics, ocupa-se do tema relacionado
A) ao nível de felicidade das pessoas em tempos de guerra.
B) a dificuldade de medir o nível de felicidade das pessoas a partir de seu humor.
C) ao nível de felicidade das pessoas enquanto falam ao celular com seus familiares.
D) à relação entre o nível de felicidade das pessoas e o ambiente no qual se encontram.
E) à influência das imagens grafitadas pelas ruas no aumento do nível de felicidade das pessoas.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Tradução livre do texto referente à questão
Como está seu humor?
Por uma tentativa interessante de medir causa e efeito, experimente Mappiness, um projeto gerido pela Escola de Economia de Londres que oferece um aplicativo de telefone que registra seu humor e situação.
A página de internet do Mappiness diz: “Nós estamos muito interessados em como a felicidade das pessoas é afetada pelo ambiente em que ela se encontra – poluição do ar, barulho, área verde, etc… – assim os dados do Mappiness se tornam absolutamente interessantes para análise”.
Isto vai funcionar? Com um número suficiente de pessoas, pode ser que sim. Mas existem outros problemas. Nós temos considerado felicidade e bem-estar como um fator comum. Isso está certo? A diferença se apresenta desta forma: “Nós éramos mais felizes durante a guerra.”
Mas nosso bem-estar também era maior naquela época?
Alternativa D
O tema central do texto encontra-se na segunda linha do segundo parágrafo, que responde esta questão com fidelidade. Atente-se para: “how people’s happiness is affected by their local environment” (como a felicidade das pessoas é afetada pelo ambiente). A alternativa C leva os apressadinhos até a palavra PHONE no texto e as ilustrações levam os sem-tempo ou sem-inglês até a alternativa E. As outras poderiam ter sido excluídas pelo bom-senso.

Repare que esta questão, apesar de trazer um texto que exige vocabulário razoável, poderia ser respondida corretamente mesmo por aquele candidato que possui conhecimentos básicos da língua inglesa. Nesse sentido, ressaltamos 3 dicas que valem para esta e outras questões de língua estrangeira no Enem:
  • Sempre leia o enunciado e as alternativas antes do texto.Muitas vezes, como no exemplo acima, a questão pede a ideia ou tema central do texto, ou algum dado específico. Quando lê o enunciado primeiro você já faz a leitura mais atenta buscando a resposta, evitando a perda de tempo de reler o texto. Além disso, a leitura das alternativas, que sempre estarão em português, já ajuda o candidato a ter uma ideia geral do que se trata o texto;
  • Procure utilizar técnicas de inglês instrumental para identificar certas palavras, especialmente se o seu vocabulário foir básico e bem limitado. Uma boa estratégia é definir quais são as palavras chave no texto e tentar deduzi-las pela ideia geral do mesmo. Conforme dito na dica anterior, uma boa olhada nas alternativas pode ajudar a traduzir tais palavras;
  • Não se esqueça da estratégia de eliminação de alternativas, na qual você reduz a chance de erros e ganha tempo. Na questão usada com exemplo, as alternativas ¨C¨ e ¨E¨ não faziam o menor sentido perante o tema do texto, e poderiam ser descartadas por esta técnica.
Tenha em mente que, apesar de haverem apenas 5 questões de LE no Enem, estes pontos são preciosos e podem fazer toda a diferença na disputa por uma vaga na universidade.

Bons estudos e até a próxima!

Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Apostila Enem 2013: Questão Exemplo de Espanhol




Uma semana após o lançamento das Apostilas para o Enem 2013, podemos respirar aliviados. Afinal, o retorno em relação à qualidade do material realmente está emocionando todos aqueles que participaram desse projeto.
Mas todo esse sucesso não foi por acaso. Muito trabalho e seriedade certamente foram as palavras chaves desse projeto.
Aproveitaremos a oportunidade para terminar de apresentar nossa equipe de professores. E como todo time que se preza, nós também temos no nosso elenco um gringo!
Segue uma breve biografia e um exemplo de questão resolvida pela professora Veronica Guadamuz Mora, natural da Costa Rica,que foi “laçada” pela nossa equipe numa de suas visitas ao Brasil, após se graduar em Letras pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas).


Questão 93 – Enem 2011

‘Desmachupizar’ el turismo

Es ya un lugar común escuchar aquello de que hay que desmachupizar el turismo en Perú y buscar visitantes en las demás atracciones (y son muchas) que tiene el país, naturales y arqueológicas, pero la ciudadela inca tiene un imán innegable. La Cámara Nacional de Turismo considera que Machu Picchu significa el 70% de los ingresos por turismo en Perú, ya que cada turista que tiene como primer destino la ciudadela inca visita entre tres y cinco lugares más (la ciudad de Cuzco, la de Arequipa, las líneas de Nazca, el Lago Titicaca y la selva) y deja en el país un promedio de 2 200 dólares (unos 1 538 euros). Carlos Canales, presidente de Canatur, señaló que la ciudadela tiene capacidad para recibir más visitantes que en la actualidad (un máximo de 3 000) con un sistema planificado de horarios y rutas, pero no quiso avanzar una cifra. Sin embargo, la Unesco ha advertido en varias ocasiones que el monumento se encuentra cercano al punto de saturación y el Gobierno no debe emprender ninguna política de captación de nuevos visitantes, algo con lo que coincide el viceministro Roca Rey.


Disponível em: http://www.elpais.com Acesso em: 21 jun. 2011.
A reportagem do jornal espanhol mostra a preocupação diante de um problema no Peru, que pode ser resumido pelo vocábulo “desmachupizar”, referindo-se
A) à escassez de turistas no país.
B) ao difícil acesso ao lago Titicaca.
C) à destruição da arqueologia no país.
D) ao excesso de turistas na terra dos incas.
E) à falta de atrativos turísticos em Arequipa.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa D
Nesta questão o texto mostra a situação contraditória na qual se encontra o ministério de turismo do Peru. Ao mesmo tempo em que necessita estimular o turismo, o ministério já recebeu advertência da Unesco em relação ao monumento de Machu Pichu, principal ponto turístico do país e que está próximo ao ponto de saturação (máxima recepção de turistas).
Por conta disso, é necessário atrair o turismo para outras áreas do Peru, explicando o emprego do termo “desmachupizar” no texto. A palavra foi formada pelo prefixo “des”, que significa desfazer, e “machupizar”, que vem de Machu Pichu. Ou seja, mover o excesso de turistas de Machu Pichu para outras localidades.
A pergunta solicita justamente o entendimento do termo, que resume a problemática do Peru. A resposta correta, segundo o significado explicado no parágrafo anterior, é a opção D, o excesso de turistas na terra dos Incas.


Saiba mais das melhores apostilas preparatórias para o Enem 2013:

Fonte de Pesquisa-http://www.infoenem.com.br/

Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

InfoEnem lançará curso para o Enem 2013



É fato que acabamos de passar pelo Enem 2012. Em janeiro, tanto SiSU quanto Prouni abrem suas inscrições.  Para aqueles que conquistarem sua vaga ou bolsa, parabéns. E quanto aos outros? Passada a tristeza, a luta começará novamente.
Pensando nestes estudantes, nas pessoas que buscam o cerificado de conclusão do ensino médio e obviamente naqueles que vão concluir esta etapa em 2013, a equipeinfoEnem está elaborando um curso preparatório fundamental para quem quer mandar  bem na próxima edição do exame. Tal curso tem previsão de lançamento para janeiro.
Sabemos que as principais caraterísticas do Enem são a interdisciplinaridade, a contextualização e a valorização da interpretação (figuras, gráficos e textos). Tendo em vista essas características, somada a grande quantidade de questões e textos que deixam a prova extremamente cansativa, não há dúvida que a melhor forma de se preparar para o Enem é praticar muito.
Quem domina os conteúdos, tem boas chances no exame. Porém, quem domina os conteúdos e está familiarizado com o modelo do Enem , certamente terá um desempenho muito melhor. E não há outro caminho! Para se tornar um especialista do Enem, tem que fazer e refazer vários exercícios que já foram cobrados em edições anteriores.
E no maior portal do Enem, não tem enrolação. Nada de curso de memorização ou técnicas de “chute”. Nossa meta é justamente torna-lo um especialista no exame. Trata-se de (4) apostilas, uma para cada grande área (Linguagens e códigos, Matemática, Ciências humanas e Ciências da natureza), que apresentam resoluções detalhadas e comentadas de TODAS as edições do novo modelo do Enem (2009, 2010, 2011 e 2012). No total, serão mais de 720 questões a disposição do aluno.
É isso mesmo que você leu! Esse número não está errado, não! Serão mais de 720 questões resolvidas e comentadas pelos melhores professores do país. Alias, esse é justamente um dos pontos mais fortes do nosso material.  O infoEnem escolheu “a dedo” os profissionais que o ajudarão nessa verdadeira “maratona de questões”. São professores de altíssimo nível, formados nas melhores universidades e que possuem larga experiência na preparação de estudantes para os vestibulares mais concorridos do Brasil.
E apenas falar que nossa equipe é de causar inveja aos melhores cursinhos do país não basta. Tem que provar. Nas próximas publicações apresentaremos, um a um, os professores de cada disciplina, bem como um exemplo de resolução e comentário de alguma questão de sua área. Desta maneira, você poderá ficar por dentro do que vem por aí.Fique atento!

Veja também o dia do lançamento e outros exemplos de resoluções dos nossos professores:
Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

Dicas de Estudo para o Enem 2013



Os números do ultimo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) não deixam dúvidas. O maior vestibular do país é o Exame Nacional do Ensino Médio. Para se ter uma ideia, considerando apenas o desempenho obtido no Enem 2012, serão preenchidas 129.279  vagas no ensino público superior. A titulo de comparação, a Fuvest 2013, órgão responsável pelo vestibular da USP (Universidade de São Paulo),  está ofertando pouco mais que 11 mil vagas.
Ah! Nem estamos falando das bolsas do ProUni, do Fies, do certificado do Ensino Médio etc.
E com tantas pessoas interessadas em apresentar um bom desempenho na prova, é natural o  aparecimento diversas promessas de milagres. A dica de hoje é sobre isso.
Por favor! Não acredite em milagres na hora da prova!
É evidente que não estamos discutindo a religiosidade de ninguém. As rezas, o tarô e os búzios são livres. Mas a verdade é uma só. Sem estudo, ninguém consegue um ótimo desempenho  no Enem.
Nesse momento, é importante destacar outro ponto que acaba diferenciando aqueles que conseguirão atingir seus objetivos, daqueles que QUASE conseguirão. Além de conhecer os conteúdos, é necessário se familiarizar  com o exame. Basta perguntar para quem já conseguiu entrar numa universidade pública se vale a pena refazer as edições anteriores do vestibular que esteja prestando.
Pensando justamente nisso, o infoEnem está preparando um material imprescindível  pra quem quer arrebentar no Enem 2013. TODAS as questões das ultimas 4 edições do exame, resolvidas e comentadas pelos melhores professores do país. Essas apostilas totalizarão mais de 700 questões!
E se você acha que são resoluções “meia boca”, segue uma demonstração deAnnelize Aragão em ação. Quem é ela? Ainda não é hora de apresentarmos oficialmente a Anne, mas um resuminho não faz mal pra ninguém: Bióloga formada pela UNICAMP, mestre em genética e microbiologia (também pela UNICAMP) e responsável por todas as resoluções das questões de biologia das nossas apostilas preparatórias para o Enem 2013, que estão previstas para serem lançadas no final desse mês.
Ao resolver uma questão, Annelize consegue ser clara e objetiva ao mesmo tempo em que vai despejando conteúdo. Veja abaixo ela comentado uma questão que apareceu no Enem de 2011 e sinta, apenas um pouquinho, como será nosso material .

_______________________
Enem 2011 – QUESTÃO 87  (caderno amarelo) 
Os Bichinhos e O Homem
Arca de Noé
Toquinho & Vinicius de Moraes
Nossa irmã, a mosca
É feia e tosca
Enquanto que o mosquito
É mais bonito
Nosso irmão besouro
Que é feito de couro
Mal sabe voar
Nossa irmã, a barata
Bichinha mais chata
É prima da borboleta
Que é uma careta
Nosso irmão, o grilo
Que vive dando estrilo
Só pra chatear
MORAES, V. A arca de Noé: poemas infantis. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1991.

O poema acima sugere a existência de relações de afinidade entre os animais citados e nós, seres humanos. Respeitando a liberdade poética dos autores, a unidade taxonômica que expressa a afinidade existente entre nós e estes animais é
A) o filo
B) o reino.
C) a classe.
D) a família.
E) a espécie.

Resposta correta: Alternativa B
Resolução e comentário (por Annelize Aragão):
A taxonomia é o ramo da biologia que separa e classifica os organismos de acordo com suas características comuns. Existem as seguintes divisões/táxons em ordem de especificidade, ou seja, características mais gerais em Reino e mais específicas em Espécie:
Reino > Filo > Classe > Ordem > Família > Gênero > Espécie
Segue a taxonomia do homem e dos isetos:
Homem: Reino: Animalia; Filo: Chordata; Classe: Mammalia; Ordem: Primates; Família: Hominidae; Gênero: Homo e Espécie: Homo sapiens sapiens(aqui temos espécie e subespécie, por isso sapiens sapiens)
Insetos: Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Classe: Insecta; Família, Gênero e Espécie: varia de acordo com o tipo de inseto.
Portanto, a única opção possível para relacionar o homem com os insetos é o Reino, visto que as demais unidades taxonômicas exigem maior proximidade filogenética entre os organismos.
_______________________
E ai? Já pensou em ter nas mãos as ultimas 4 edições completas do Enem, resolvidas e comentadas dessa maneira? Se preferir, pode tentar o tarô. Você escolhe! 

Veja também:

Artigo Original: Dica de estudo para o Enem 2013 Baixe gratuitamente os 2 e-Books: Manual para o Sisu 2013 / Manual para o Prouni 2013

Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

sábado, 26 de janeiro de 2013

Edson Amâncio lança novo romance na Casa das Rosas (São Paulo)


Título: "Diário de um médico louco" (romance, 152 págs.) Data do lançamento: 19 de setembro de 2012 (quarta-feira), às 19 horas. Local: Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura). Endereço: Av. Paulista, 37 (Metrô Brigadeiro) - São Paulo/SP - Brasil.
FORMATO DO LANÇAMENTO: Precedendo à sessão de autógrafos, haverá uma Mesa Redonda sobre o tema "LITERATURA, GENIALIDADE E LOUCURA". Integrantes da Mesa: o autor Edson Amâncio (Neurocientista, especialista em doenças da mente, integrante do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e escritor), Ademir Demarchi (poeta e crítico, doutor em Literatura Brasileira pela USP e editor da revista "Babel Poética"), Fábio Lucas (escritor e crítico) e Flávio Viegas Amoreira(escritor e jornalista). Mediador: Nicodemos Sena (escritor e editor).
ACERCA DO ROMANCE "DIÁRIO DE UM MÉDICO LOUCO":
São já célebres as reflexões de Foucault sobre a relação da escrita com a loucura que, a partir do século XIX, como que governa os textos motivando a liberação do escritor da necessidade de ter uma relação social, podendo ele derramar-se em busca de seus limites, assunto que é explorado à exaustão por Blanchot, com quem Foucault dialoga.
A liberação do texto de qualquer amarra possibilitou, por sua vez, a entrega dos escritores não apenas à loucura do texto, mas à expressão de sua loucura no texto, a ponto de Doctorow ter se saído com uma interessante síntese segundo a qual “escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia”.
Este Diário de um médico louco é, pois, justamente, um relato que se monta sobre essas questões, ganhando ares de uma confissão de algo há muito contido, que supostamente teria levado à demência e que move a escrita, de modo a que o narrador se transforme de médico em escritor com sua fantasia de ser socialmente aceito como tal e com todos os seus defeitos e supostos crimes praticados.
Num primeiro plano, temos um narrador médico que apresenta um colega que lhe deixou um diário, esse que se lerá. Esse narrador é comedido e não tece comentários sobre o colega, mas o que descreve dele com uma aparente frieza clínica não soa normal aos olhos de um leitor arguto. E é isso que se constatará a seguir: o relato de um louco que soa como uma câmara de ecos, que é a própria ordem da literatura contemporânea. Não à toa o autor deste livro o começa com um dos clichês da literatura, ou seja, com um narrador que informa que recebeu de outro um relato que não é dele e em seguida é esse outro que passa a narrar o que se vai ler.
A partir dessa introdução a ressonância a temas caros à literatura e à vida de outros escritores, assim como aos textos deles, vai se imiscuindo no texto em cornucópia, consubstanciando a tal câmara de ecos, e assim nele passamos a ler através do médico louco os modos próprios de sua profissão, sobre como se forma um louco com direito a um batismo de fanatismo religioso, extraterrestres, autores como Edgar Allan Poe, Théophile Gautier, Camus, Walser, Freud e Jung, Guimarães Rosa, Cervantes, e os preferidos de Edson Amâncio, os russos, como Dostoiévski, Gógol, Pushkin, cuja parte do diário, sobre uma viagem à Rússia, é o ponto alto do livro.
O diário tenta transmitir uma “verdade”, um relato de algo que existiu, mas que, para o leitor, o tempo todo vai se colocando, de fato, como seguidos falseamentos. A dúvida, assim, perpassa a leitura, afinal em nada se pode compactuar com o narrador, pois as viagens que relata, uma delas à Rússia de Dostoiévski, podem ser totalmente falsas, uma vez que fantasias, delírios de um louco que não saiu do entorno de seu quarto, para mencionar Maistre. Desse quarto ele vê as estrelas e o mar de Santos, ironizado nas entrelinhas, e pode, através dos livros, ir à Rússia, tal como quem o lê vai...
O aviso disso parece notório já no início do diário, quando o narrador, continuando sua autobiografia, faz um relato de veterano de guerra, típico das literaturas pós-guerras mundiais, para nós familiares, de tanto que já os lemos. Ocorre, porém, que esse fragmento inserido no texto imediatamente se desmonta quando o narrador informa que deixou a TV ligada... Ou seja, como se trata do relato de um louco, não somente a TV está ligada ecoando a cultura de massas em todas as suas possibilidades, mas, na esquizofrenia de eus, a própria literatura e a biblioteca de Babel que vai se presentificando nos autores mencionados, consubstanciando a loucura no texto, bem como a loucura do texto, que é a própria literatura. (Obs: Texto de orelhas escrito pelo crítico Ademir Demarchi, doutor em Literatura Brasileira pela USP-Universidade de São Paulo).
O AUTOR:
Edson Amâncio nasceu a primeiro de janeiro de 1948, 
em Sacramento-MG, e vive em São Paulo. 
Pertence à nobre estirpe de escritores 
(infelizmente em extinção) da qual fazem parte 
Machado de Assis (Quincas BorbaO Alienista), 
Graciliano Ramos (Angústia), Dyonelio Machado 
(Os ratosO louco do Cati) e Dostoiévski 
(Notas do subsolo,Memórias da casa dos mortos). 
Graduado, mestre e doutor em Medicina, 
Edson Amâncio integra o corpo clínico do 
Hospital Albert Einstein (São Paulo). Como cientista, 
tem estabelecido ‘pontes’ entre Ciência e Arte, 
as duas fronteiras de resistência da civilização ao 
declínio e à barbárie. Quer como neurocientista, 
quer como ficcionista, realiza uma profunda 
e incisiva prospecção nos “modos difusos da Alma”. 
Ao se debruçar sobre casos de transtornos mentais 
à que foram acometidos artistas e celebridades, 
deteve-se sobre a vida de Fiodor Dostoiévski, 
que sofria de epilepsia, levando-o tal interesse a 
visitar mais de uma vez a ex-União Soviética, 
em busca de novas informações sobre o caso, 
bem como a vasculhar indícios de possíveis 
influências da doença no estilo denso e 
muitas vezes delirante com que o inigualável 
escritor russo vazou a sua vasta e complexa 
obra literária, marcada por personagens 
desconcertantese situações carregadas de absurdo 
e dramaticidade,  terminando por se tornar Edson 
Amâncio, quer do ponto de vista da ciência médica, 
quer nos aspectos estritamente literários, um dos 
maiores especialistas na vida e na obra do magnífico 
autor de Os Irmãos Karamázovi, considerado pelo 
pai da Psicanálise, Sigmund Freud, a "maior 
obra da história".
Edson Amâncio fez sua estreia literária com os contos 
de Em pleno delito (1986), vindo a seguir 
Cruz das almas (romance, 1988), 
Pergunte ao mineiro (crônicas, 1995) e 
Minha cara impune (romance, 1997), 
que obtiveram excelente recepção por parte da 
crítica especializada. O reconhecimento do 
“público”, entretanto, só chegou em 2006, com a 
obra O homem que fazia chover e outras 
histórias inventadas pela mente, na qual discorre 
sobre as ligações ainda obscuras entre distúrbios 
psíquicos e genialidade e comentam-se casos 
clínicos bizarros de pacientes comuns e de mestres 
como John Nash, Bill Gates, Mozart, Van Gogh, 
Flaubert, Machado de Assis e Virginia Woolf.


Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

domingo, 23 de dezembro de 2012

Dica de Literatura - Interpretação de texto - Oficina do Estudante cursi...



Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

NOVIDADES NO VESTIBULAR UNICAMP-2011



Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  

UNICAMP 2011-Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa Matemática


Veja as questões no caderno de provas:http://www.comvest.unicamp.br/vest2011/F2/provas/portmat.pdf

Comentário das questões.

Questão 1 
Espera-se que o candidato compreenda que o jogo de palavras que dá nome à comunidade do Orkut se deve ao fato de 'mesmo' ter sido utilizado equivocadamente no aviso como substituto de ‘elevador’, equivalendo, portanto, a um substantivo. Nesse efeito de substantivação, ‘o mesmo’, que deveria remeter a elevador, por substituição, acaba funcionando como um outro substantivo na brincadeira da comunidade, associado a uma pessoa (‘o Mesmo’). Como o aviso adverte que se deve verificar se 'o mesmo' encontra-se parado no andar, a brincadeira o interpreta como uma referência ao “maníaco dos elevadores”. Na reescrita do aviso, basta repetir a palavra ‘elevador’, ou substituí-la por 'ele' ou ‘este’. São possíveis também paráfrases que evitem a repetição.Em ambos os casos, 'mesmo' não deverá constar.

Questão 2 
Textos de divulgação científica são construídos com recursos linguísticos tais como: uso de expressões como 'isto é' e 'ou seja' ao lado de conceitos ou termos técnicos, orações relativas explicativas, orações intercaladas com função explicativa (uso do travessão), uso de aposto  – todos com a função de explicar algo específico do universo científico –, uso de discurso indireto, uso  de sinônimos, entre outros. Alguns desses recursos são utilizados no texto em questão e, portanto, deverão ser mencionados pelo candidato e por ele transcritos. Na segunda parte da questão, o candidato deverá atentar para a descrição do procedimento metodológico da pesquisa no que se refere à composição dos distintos grupos de sujeitos. Se o resultado obtido é o de que não se deve tomar vitaminas após a prática de exercícios porque elas inibem o efeito do estresse oxidativo promovido pela prática física, essa conclusão foi possível pela comparação entre pessoas que fizeram exercício e tomaram vitaminas e pessoas que fizeram exercícios e não tomaram vitaminas ou seja, a diferença é justamente tomar ou não vitaminas após a prática de exercícios. Essa comparação permite afirmar que a ingestão de vitaminas após exercícios, ao contrário do que se acreditava, não promove a longevidade e a redução do diabetes tipo 2.

Questão 3 
Espera-se que o candidato observe no texto de Francisco Buarque de Hollanda a presença e a justificativa de um dicionário analógico e, portanto, possa inferir elementos para a sua definição: palavras em relação, analogias, sentidos próximos ou relacionados, palavras semelhantes que ampliam o sentido original de outra. Para tanto, o candidato deverá recorrer a pistas presentes no texto – os extensos parênteses que listam palavras relacionadas entre si (não apenas sinônimos), afirmações que mostram a possibilidade aberta pela consulta ao dicionário de escrever e dar acabamento a novas canções, fechar palavras cruzadas, decifrar enigmas.

Questão 4 
Espera-se que o candidato perceba que, a cada quadrinho, os sentidos de ‘afinação’, de ‘finura’ e de ‘grosseria’ se confundem e se fundem dentro de um processo de deslizamento de sentidos. O candidato deverá demonstrar que, no primeiro quadrinho, temos apenas a presença  da expressão ‘afinador de piano’ articulada a um diapasão, instrumento que auxilia na afinação dos instrumentos e das vozes. Trata-se, portanto, de uma relação de ‘afinação’ com o campo semântico da música. No segundo quadrinho, a presença de 'finura' é articulada a um gesto da personagem em que seus dedos mostram uma redução de espaço. Assim, ‘afinação’ desliza para ‘finura’, relacionada, nesse momento, ao campo semântico espacial em que ‘finura’ opõe-se a ‘grossura’. Finalmente, no terceiro quadrinho, em que vemos o piano partido ao meio sobre a cabeça da personagem, o deslizamento se completa, dessa vez para o campo semântico da polidez: ‘grosso’ aí se refere a um comportamento oposto à finura, delicadeza: grosseria.


Questão 5 
O candidato deverá compreender que a letra da música não redefine classificações gramaticais, mas sim
interpreta-as, dando-lhes graça e sutileza. O candidato deverá sustentar sua posição, concordando ou não com a interpretação apresentada pela letra da música. No que se refere especificamente a 'idiotismo', o candidato deverá mostrar que há primeiramente uma aproximação da definição gramatical e depois uma afirmação moral sobre a fala de determinadas pessoas.

Questão 6 
O candidato deveria mostrar que o título aponta, metaforicamente, para a indefinição constitutiva do romance.Nele, nada é dito, narrado ou descrito de modo objetivo, claro. As incertezas cercam a hipótese de adultério, que está no centro do romance, assim como os reais sentimentos e intenções das personagens permanecem na sombra. O candidato também deveria mostrar que a  não coincidência do interlocutor está marcada linguisticamente em diferentes lugares.Há uma relação  eu/tu marcada em diversas passagens (inclusive pela presença do pronome possessivo 'nossa' e pela terminação verbal em primeira pessoa do plural, que mostram uma relação entre o narrador e a personagem Capitu).Na passagem “... e a malícia está antes na tua cabeça perversa que na daquele casal de adolescentes...”,tua e daquele marcam a posição do narrador que se coloca fora da cena e se refere ao leitor como seu interlocutor.Essa relação de interlocução se rompe na passagem “Mas a vocação eras tu, a investidura eras tu”, em que a segunda pessoa se refere agora a Capitu.Essa referência é confirmada pelo vocativo: “oh minha doce companheira de meninice”.

Questão 7 
Assim como na questão 6, trata-se aqui de uma questão tanto de literatura quanto de língua portuguesa. Na
primeira parte da questão, o candidato deverá mostrar que aquilo que é descrito gramaticalmente, nos textos
pedagógicos, pode ser expandido quando se explora a linguagem. Isso é muito claro no uso de advérbios
espaciais e temporais, por exemplo, que ganham sentidos diversos dos esperados, quando justapostos a palavras inesperadas, como, por exemplo,em De manhã escureço ou O este é meu norte.Na segunda parte da questão, o candidato deveria demonstrar como o eu lírico se opõe aos outros, na medida em que ele não se orienta, como esses, pelos parâmetros convencionais da existência (Outros que contem passo por passo). Enquanto os outros se atêm à sucessão linear, cronológica dos acontecimentos, o eu lírico ignora, subverte com liberdade ou transcende limites espaciais e temporais, recriando-se continuamente (como em  Eu morro ontem ou  Nasço amanhã ou Meu tempo é quando).


Questão 8 
Em O cortiço a narração em terceira pessoa se mantém objetiva e a aproximação das personagens com o mundo animal e vegetal expressa apenas a visão do narrador, marcadamente negativa (“gula viçosa de plantas rasteiras”; “prazer animal de existir”). Em Vidas secas, o uso do discurso indireto livre nos coloca diante dos pensamentos de Fabiano. Ao contrário do que ocorre em O cortiço, a visão não é necessária ou exclusivamente a do narrador, e sim a da personagem, e não tem o mesmo grau de objetividade e univocidade (há oscilação entre positivo e negativo: “Você é um bicho, Fabiano. Isto para ele era motivo de orgulho. Sim, senhor um bicho...”). Em O cortiço esse ponto de vista objetivo está de acordo com a visão determinista do naturalismo, ao qual o romance se filia, que considera que as personagens são o que são em função do meio e dos fatores biológicos. Em Vidas secas, representante do romance social dos anos 30, a visão de mundo não se caracteriza por essa lógica determinista inexorável. A degradação da personagem equiparada a um animal é vista como resultante de condições sociais específicas, marcadas pela injustiça.

Questão 9 
A descoberta da verdadeira origem de Pedro Bala tem a consequência de atribuir um sentido às ações da
personagem. O que até então fora apenas luta pela sobrevivência e reação instintiva contra a violência sofrida,adquirirá um sentido de missão transformadora, com a superação da alienação política inicial. De líder de um bando de infratores, sem qualquer consciência ideológica, Pedro Bala se desenvolverá no sentido de se tornar militante de um movimento de transformação social, buscando seguir os passos do pai, em quem passa a se espelhar. Ele almeja para si uma imagem heróica similar à do pai. Jorge Amado pertence à geração dos romancistas da década de 30. A respeito desse período, fala-se geralmente em romance social. O romance é visto como um instrumento de interpretação da realidade e de sua transformação. Pode-se acrescentar que a construção de um herói positivo, no caso deste romance, aproxima o autor da vertente do realismo socialista.

Questão 10 
No romance de Manuel Antonio de Almeida, o momento alegre que vivem as personagens está em consonância com a alegria geral que representava o reencontro amoroso dos protagonistas. Na festa descrita em Vidas secas,as personagens não estão em consonância, pois em nenhum momento se afastam dos problemas que as ocupam obsessivamente durante todo o romance. Há uma dissociação total entre o evento social e o estado de ânimo das personagens. Nas Memórias, a descrição de uma festa popular do século XIX está de acordo com o caráter de romance romântico de costumes da obra. Em Vidas secas, a ênfase não é no caráter tradicional dessa festa, e sim no deslocamento das personagens, que continuam à margem, de acordo com o caráter de crítica social do romance.

Questão 11
Tanto o frade quanto o major são apresentados como  pessoas cuja conduta não condiz com a posição que
ocupam, de guardiães da moralidade e dos costumes. Em ambas as obras essa conduta irregular é apresentada de maneira irônica, acentuando seu aspecto cômico, caricatural das personagens. Apesar do humor e da ironia,o  Auto da barca do inferno se mantém fiel à sua moralidade medieval, condenando o frade ao inferno juntamente com as outras personagens acusadas de  conduta reprovável. No romance de Manuel Antônio de Almeida, tudo é perdoado e a punição, se há, é branda e não cria situações irremediáveis. Isso também está de acordo com seu caráter de romance de costumes, e cujo enredo não apresenta, como o Auto, um desfecho moralizador, de advertência, mas sim um desfecho possível, de constatação.

Questão 12 
Iracema e Rita Baiana encarnam a beleza e a exuberância brasileiras intimamente associadas à natureza local,embora de modo diverso. Como heroína tipicamente romântica, Iracema é associada a elementos da fauna e da flora brasileiras que ajudam a criar uma imagem idealizada, enobrecedora. Já a imagem de Rita Baiana é associada a elementos naturais que sugerem tanto qualidades positivas (como “o aroma quente dos trevos e das baunilhas”, “a palmeira virginal e esquiva”) quanto negativas, que tendem a uma representação bestial da personagem (como a comparação com “cobra amaldiçoada”, “cobra verde e traiçoeira” e “muriçoca doida”). Outra diferença significativa no confronto de ambas, diz respeito à origem racial representativa do Brasil: Iracema é índia e Rita é mulata. O trecho reproduzido na prova permite ainda aproximar as duas personagens na cena da sedução do português: o episódio da chávena de café oferecida por Rita a Jerônimo faz lembrar o famoso episódio em que Iracema oferece o licor da jurema a Martim, seguido da consumação do ato amoroso entre ambos. Ocorre que, no caso de Iracema, esse ato encerra uma contravenção com consequências desastrosas, pois, enquanto sacerdotisa dos tabajaras, ela tinha de permanecer virgem e jamais revelar o segredo da jurema – interdições essas que não se colocam no  caso de Rita Baiana. Já as personagens de Martim e Jerônimo representam o europeu ou o português nos trópicos, e sua interação com esse meio. Além disso, como portugueses típicos, mostram-se saudosos de sua terra natal; e ambos são homens já comprometidos, que se deixam seduzir pela beleza da mulher dos trópicos. A diferença é que Martim é caracterizado como herói colonizador, guerreiro branco que sai vitorioso de sua empreitada à custa do sacrifício da amada indígena, ao passo que Jerônimo é apresentado de maneira nada elevada (um fraco, que nada tem de heroico e chega a ser chamado de “tonto”), que sucumbe a essa sedução e à força do meio.  

Veja as provas anteriores: http://www.comvest.unicamp.br/vest_anteriores/vest_ant.html

Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR  



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Vestibular resolução comentada









2      
O brasileiro tem noção clara dos comportamentos
éticos e morais adequados, mas vive sob o espectro da
corrupção, revela pesquisa. Se o país fosse resultado dos
padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria
mais com a Escandinávia do que com o Bruzundanga
(corrompida nação fictícia de Lima Barreto).
FRAGA, P. Ninguém é inocente. Folha de S. Paulo, 4 out.
2009 (adaptado).
O  distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente
o que é moral constituiu uma ambiguidade inerente ao humano,
porque as normas morais são
a) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas.
b) parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de
obrigação.
c) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir
cumpri-las integralmente.
d) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual
deve se submeter.
e) cumpridas por aqueles que se dedicavam inteiramente a
observar as normais jurídicas.
Resolução
O texto publicado na Folha de S. Paulo intitula-se
“Ninguém é inocente” e se refere à ambiguidade
inerente à moralidade, indicando o evidente
distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” a
norma moral. O princípio ético – a norma moral –
resulta da idealização do comportamento, ou seja, ele
postula o comportamento ideal, aquele que corres -
ponde ao que deveria ser. Ocorre que, não sendo lei –
aí está a ambiguidade –, o seu cumprimento não é
obrigatório, como corretamente se afirma na alter -
nativa b.  A alternativa d também poderia ser dada
como correta, pois as normas morais são efetivamente
criadas pelos homens e as leis são materializações de
normas e valores éticos aceitos pelo consenso, mas tais
considerações não se encontram no texto nem decor -
rem necessariamente dele.


3
No mundo árabe, países governados há décadas por
regimes políticos centralizadores contabilizam metade da
população com menos de 30 anos; desses, 56%, têm
acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro
e diante da estagnação da economia, esses jovens
incubam vírus sedentos por modernidade e democracia.
Em meados de dezembro, um tunisiano de 26 anos,
vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em
protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de
manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia,
o vírus libertário começa a se espalhar pelos países
vizinhos, derrubando em se guida o presidente do Egito,
Hosni Mubarak. Sites e redes sociais – como o Facebook
e o Twitter – ajudaram a mobilizar  manifestantes do norte
da África a ilhas do Golfo Pérsico.
SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da
Liberdade. Istoé Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado).
Considerando os movimentos políticos mencionados no
texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes
a) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes.
b) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.
c) manter o distanciamento necessário à sua segurança.
d) disseminar vírus capazes de destruir programas dos
computadores.
e) difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a
população.
Resolução
O acesso às redes imateriais possibilitou a rápida
circulação de informações e isso implicou a disse -
minação de ideias que contribuíram para a arti -
culação de movimentos contra regimes auto ritários,
que, de um modo geral, não tiveram como controlar
ou reprimir essas ações.



5
O Centro-Oeste apresentou-se como extremamente
receptivo aos novos fenômenos da urbanização, já que era
praticamente virgem, não possuindo infraestrutura de
monta, nem outros investimentos fixos vindos do
passado. Pôde, assim, receber uma infraestrutura nova,
totalmente a serviço de uma economia moderna.
Santos, M. A Urbanização Brasileira. São Paulo.
EdUSP. 2005 (adaptado).
O texto trata da ocupação de uma parcela do território
brasileiro. O processo econômico diretamente associado
a essa ocupação foi o avanço da(o)
a) industrialização voltada para o setor de base.
b) economia da borracha no sul da Amazônia.
c) fronteira agropecuária que degradou parte do cerrado.
d) exploração mineral na Chapada dos Guimarães.
e) extrativismo na região pantaneira.
Resolução
A expansão das fronteiras agrícolas brasileiras se deu
em direção à Região Centro-Oeste, que passou a
contar com melhor acesso a partir da criação de
Brasília, incrementado pelo acesso rodoviário à
região. Ao mesmo tempo em que destruía o Cerrado
(já dizimado em cerca de 50% de sua área original), a
expansão da agricultura se fazia com elevado grau de
mecanização, bloqueando a possibilidade da utilização
de mão de obra. Assim, grande parte dos fluxos
migratórios que se dirigiam para a região acabou por
concentrar-se nas cidades, intensificando a urba -
nização.


6
A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não
vai estar aí para sempre. Foi preciso alcançar toda essa
taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros
quadrados ao ano, na última década do século XX, para
que uma pequena parcela de brasileiros se desse conta de
que o maior patrimônio natural do país está sendo torrado.
AB SABER, A. Amazônia: do discurso à práxis.
São Paulo. EdUSP, 1996.
Um processo econômico que tem contribuído na atuali -
dade para acelerar o problema ambiental descrito é:
a) Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos
à chegada de novas empresas mineradoras.
b) Difusão do cultivo da soja com a implantação de
monoculturas mecanizadas.
c) Construção da rodovia Transamazônica, com o
objetivo de interligar a região Norte ao restante do país.
d) Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras
para os chamados povos da floresta.
e) Ampliação do polo industrial da Zona Franca de
Manaus, visando atrair empresas nacionais e estran -
geiras.
Resolução
Principalmente nas porções periféricas do Domínio
Amazônico, sobretudo nas áreas de transição para o
Domínio dos Cerrados, a expansão da agropecuária
comercial – soja e gado bovino – é a responsável pela
destruição da cobertura vegetal. Importante é des -
tacar que essa destruição não se deve à exaustão dos
recursos locais, mas é devida à queima da cobertura
vegetal do ambiente natural para a implantação de
pastagens ou de culturas que empregam relativa mente
pouca mão de obra e oneram demasiadamente o meio
ambiente, reduzindo a biodiversidade.



8
O fenômeno de ilha de calor é o exemplo mais
marcante da modificação das condições iniciais do clima
pelo processo de urbanização, caracterizado pela modi -
ficação do solo e pelo calor antropogênico, o qual inclui
todas as atividades humanas inerentes à sua vida na
cidade.
BARBOSA. R. V. R. Áreas verdes e qualidade térmica em
ambientes urbanos. estudo em microclimas em Maceió. São
Paulo. EdUSP. 2005.
O texto exemplifica uma importante alteração
socioambiental, comum aos centros urbanos. A
maximização desse fenômeno ocorre
a) pela reconstrução dos leitos originais dos cursos
d’água antes canalizados.
b) pela recomposição de áreas verdes nas áreas centrais
dos centros urbanos.
c) pelo uso de materais com alta capacidade de reflexão
no topo dos edifícios.
d) pelo processo de impermeabilização do solo nas áreas
centrais das cidades.
e) pela construção de vias expressas e gerenciamento de
tráfego terrestre.
Resolução
A ilha de calor ocorre quando as áreas centrais das
cidades assistem a uma elevação das temperaturas em
função da ausência de áreas verdes, da reflexão do
calor nas paredes das edificações (que retêm o calor)
e da impermeabilização do solo, na qual elementos
como cimento e demais coberturas refletem o calor
para a atmosfera.


9
Como os combustíveis energéticos, as tecnologias da
informação são, hoje em dia, indispensáveis em todos os
setores econômicos. Através delas, um maior número de
produtores é capaz de inovar e a obsolescência de bens e
serviços se acelera. Longe de estender a vida útil dos
equipamentos e a sua capacidade de reparação, o ciclo de
vida desses produtos diminui, resultando em maior
necessidade de matéria-prima para a fabricação de novos.
GROSSARD. C. Le Monde Diplomatique Brasil. Ano 3,
n.
o
36. 2010 (adaptado)
A postura consumista de nossa sociedade indica a
crescente produção de lixo, principalmente nas áreas
urbanas, o que, associado a modos incorretos de
deposição,
a) provoca a contaminação do solo e do lençol freático,
ocasionando assim graves problemas socioambientais,
que se adensarão com a continuidade da cultura do
consumo desenfreado.
b) produz efeitos perversos nos ecossistemas, que são
sanados por cadeias de organismos decompositores
que assumem o papel de eliminadores dos resíduos
depositados em lixões.
c) multiplica o número de lixões a céu aberto,
considerados atualmente a ferramenta capaz de
resolver de forma simplificada e barata o problema de
deposição de resíduos nas grandes cidades.
d) estimula o empreendedorismo social, visto que um
grande número de pessoas, os catadores, têm livre
acesso aos lixões, sendo assim incluídos na cadeia
produtiva dos resíduos tecnológicos.
e) possibilita a ampliação da quantidade de rejeitos que
podem ser destinados a associações e cooperativas de
catadores de materiais recicláveis, financiados por
instituições da sociedade civil ou pelo poder público.
Resolução
Há uma relação direta entre o padrão de consumo e a
geração de lixo; este, como subproduto das relações
de mercado, avoluma-se, cada vez mais, nos grandes
centros urbanos. A ampliação de lixões (depósitos de
lixo a céu aberto) inutiliza o solo, consolida uma área
de disseminação de gases-estufa (e outros gases tó -
xicos) e de proliferação de vetores de doenças, além de
gerar poluição dos recursos hídricos atingidos pelo
chorume.


10
O professor Paulo Saldiva pedala 6 quilômetros em 22
minutos de casa para o trabalho, todos os dias. Nunca foi
atingido por um carro. Mesmo assim, é vítima diária do
trânsito de São Paulo: a cada minuto sobre a bicicleta,
seus pulmões são envenenados com 3,3 microgramas de
poluição particulada – poeira, fumaça, fuligem, partículas
de metal em suspensão, sulfatos, nitratos, carbono, com -
postos orgânicos e outras substâncias nocivas.
Escobar, H. Sem Ar. O Estado de São Paulo. Ago. 2008.
A população de uma metrópole brasileira que vive nas
mesmas condições socioambientais das do professor
citado no texto apresentará uma tendência de
a) ampliação da taxa de fecundidade.
b) diminuição da expectativa de vida.
c) elevação do crescimento vegetativo.
d) aumento na participação relativa de idosos.
e) redução na proporção de jovens na sociedade.
Resolução
A qualidade de vida nas áreas urbanas tende a
diminuir por causa do aumento da poluição. Mesmo
com a adoção de hábitos saudáveis, a redução das
áreas verdes, as dificuldades de circulação decorrentes
da verticalização etc. não compensam o aumento das
emissões, decorrentes do aumento da frota de veículos
automotores.


11
Sobradinho
O homem chega, já desfaz a natureza
Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá pra cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que
dizia que o Sertão ia alagar
SÁ E GUARABYRA. Disco Pirão de peixe com pimenta.
Som Livre, 1977 (adaptado).
O trecho da música faz referência a uma importante obra
na região do rio São Francisco. Uma consequência
socioes pacial dessa construção foi
a) a migração forçada da população ribeirinha.
b) o rebaixamento do nível do lençol freático local.
c) a preservação da memória histórica da região.
d) a ampliação das áreas de clima árido.
e) a redução das área de agricultura irrigada.
Resolução
A formação do lago de Sobradinho alagou uma porção
considerável da área do Sertão nordestino e obrigou
parcela da população a emigrar. Parte foi assentada
às margens deste novo lago, enquanto outros
deslocaram-se para as cidades.


12
Uma empresa norte-americana de bioenergia está
expandindo suas operações para o Brasil para explorar o
mercado de pinhão manso. Com sede na Califórnia, a
empresa desenvolveu sementes híbridas de pinhão manso,
oleaginosa utilizada hoje na produção de biodíesel e de
querosene de aviação.
Magossi. E. O Estado de São Paulo.
19 maio 2011 (adaptado)
A partir do texto, a melhoria agronômica das sementes de
pinhão manso abre para o Brasil a oportunidade
econômica de
a) ampiar as regiões produtoras pela adaptação do cultivo
a diferentes condições climáticas.
b) beneficiar os pequenos produtores camponeses de óleo
pela venda direta ao varejo.
c) abandonar a energia automotiva derivada do petróleo
em favor de fontes alternativas.
d) baratear cultivos alimentares substituídos pelas cul -
turas energéticas de valor econômico superior.
e) reduzir o impacto ambiental pela não emissão de gases
do efeito estufa para a atmosfera.
Resolução
A adaptação do pinhão manso a diversos tipos de
clima é um exemplo da atuação da bioengenharia no
aumento da capacidade produtiva. A adaptação do
pinhão abrirá novas perspectivas para a produção
econômica do Brasil, com possibilidades de inves -
timento no setor de biocombustíveis. Tal processo já
ocorre com outras espécies vegetais, como a soja e o
café.


13
Um dos principais objetivos de se dar continuidade às
pesquisas em erosão dos solos é o de procurar resolver os
problemas oriundos desse processo, que, em última
análise, geram uma série de impactos ambientais. Além
disso, para a adoção de técnicas de conservação dos solos,
é preciso conhecer como a água executa seu trabalho de
remoção, transporte e deposição de sedimentos. A erosão
causa, quase sempre, uma série de problemas ambientais,
em nível local ou até mesmo em grandes áreas.
GUERRA. A. J. T. Processos erosivos nas encostas.
In: Guerra. A J. T. Cunha, S. B. Geomorfologia: uma
atualização de bases e conceitos.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2007 (adaptado).
A preservação do solo, principalmente em áreas de en -
costas, pode ser uma solução para evitar catástrofes em
função da intensidade de fluxo hídrico. A prática humana
que segue no caminho contrário a essa solução é
a) a aração.
b) o terraceamento.
c) o pousio.
d) a drenagem.
e) o desmatamento.
Resolução
Com o desmatamento, a atividade humana desprotege
o solo, já que as formações vegetais retêm a água nas
copas, e as raízes, além da retenção da água, agregam
o solo, mantendo-o coeso. O desmata mento, feito
principalmente junto a encostas, expõe as áreas mais
frágeis, intensificando a erosão.




14
Em 1872, Robert Angus Smith criou o termo “chuva ácida”,
descrevendo precipitações ácidas em Manchester após a
Revolução Industrial. Trata-se do acúmulo demasiado de
dióxido de carbono e enxofre na atmosfera que, ao reagirem
com compostos dessa camada, formam gotículas de chuva
ácida e partículas de aerossóis. A chuva ácida não
necessariamente ocorre no local poluidor, pois tais poluentes,
ao serem lançados na atmosfera, são levados pelos ventos,
podendo provocar a reação em regiões distantes. A água de
forma pura apresenta pH 7, e, ao contatar agentes poluidores,
reage modificando seu pH para 5,6 e até menos que isso, o que
provoca reações, deixando consequências.
Disponível em: http://www.brasilescola.com.
Acesso em: 18 maio 2010 (adaptado).
O texto aponta para um fenômeno atmosférico causador
de graves problemas ao meio ambiente: a chuva ácida
(pluviosidade com pH baixo). Esse fenômeno tem como
consequência
a) a corrosão de metais, pinturas, monumentos históricos,
destruição da cobertura vegetal e acidificação dos
lagos.
b) a diminuição do aquecimento global, já que esse tipo
de chuva retira poluentes da atmosfera.
c) a destruição da fauna e da flora, e redução dos recursos
hídricos, com o assoreamento dos rios.
d) as enchentes, que atrapalham a vida do cidadão urbano,
corroendo, em curto prazo, automóveis e fios de cobre
da rede elétrica.
e) a degradação da terra nas regiões semiáridas, loca -
lizadas, em sua maioria, no Nordeste do nosso país.
Resolução
A acidez da chuva, ou das precipitações de um modo
geral, é natural; no entanto, as emissões, princi -
palmente as industriais e as de origem veicu lar, são
agravantes do fenômeno, aumentando sobremaneira a
acidez dessas precipitações.


16
Na década de 1990, os movimentos sociais camponeses e as
ONGs tiveram destaque, ao lado de outros sujeitos coletivos.
Na sociedade brasileira, a ação dos movimentos sociais vem
construindo lentamente um conjunto de práticas democráticas
no interior das escolas, das comunidades, dos grupos
organizados e na interface da sociedade civil com o Estado. O
diálogo, o confronto e o conflito têm sido os motores no
processo de construção democrática.
SOUZA, M. A. Movimentos sociais no Brasil contem po -
râneo: participação e possibilidade das práticas democráticas.
Disponível em: http://www.ces.oe.pl. Acesso em: 30 abr 2010
(adaptado).
Segundo o texto, os movimentos sociais contribuem para
o processo de construção democrática, porque
a) determinam o papel do Estado nas transformações
socioeconômicas.
b) aumentam o clima de tensão social na sociedade civil.
c) pressionam o Estado para o atendimento das demandas
da sociedade.
d) privilegiam determinadas parcelas da sociedade em
detrimento das demais.
e) propiciam a adoção de valores éticos pelos órgãos do
Estado.
Resolução
As ONGs – Organizações Não Governamentais –
também conhecidas como Terceiro setor, agrupam
agentes sociais que não são integralmente repre -
sentados pelas instituições governamentais.










17
Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais.
I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se
compreendam os casados, e Oficiais Militares, que forem
maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e
Clérigos de Ordens Sacras.
IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade
claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por
bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.
Constituição Política do Império do Brasil (1824)
Disponível em: http://legislacao.planalto.gov.br.
Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado)
A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do
contexto histórico de sua formulação. A Constituição de
1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos bra -
sileiros” com o objetivo de garantir
a) o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política
brasileira.
b) a ampliação do direito de voto para maioria dos
brasileiros nascidos livres.
c) a concentração de poderes na região produtora de café,
o Sudeste brasileiro.
d) o controle do poder político nas mãos dos grandes
proprietários e comerciantes.
e) a diminuição da interferência da Igreja Católica nas
decisões político-administrativas.
Resolução
Embora a Constituição de 1824 tenha sido outorgada
por D. Pedro I, seu espírito não poderia contrariar a
realidade político-social do País. Isso explica, quando
de sua organização como Estado independente, as
disposições res tri tivas transcritas no enunciado,
visando assegurar o controle das classes dominantes
sobre a vida político-administrativa do Brasil Império.




18
Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência
médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a
ver as figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos
esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano
político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os
votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa
organização econômica rural.
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto.
São Paulo: Alfa-Ômega, 1976 (adaptado)
O coronelismo, fenômeno político da Primeira República
(1889-1930), tinha como uma de suas principais carac -
terísticas o controle do voto, o que limitava, portanto, o
exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava
vinculada a uma estrutura social
a)  igualitária, com um nível satisfatório de distribuição
da renda.
b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.
c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos
engenhos como forma produtiva típica.
d) ditatorial, perturbada por um constante clima de
opressão mantido pelo exército e polícia.
e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder
político local e regional.
Resolução
O coronelismo (ou “mandonismo”), embora ainda
tenha resquícios no Brasil de hoje, predominou na
Primeira República, quando o perfil das camadas
populares era essencialmente rural. Suas raízes
remontam ao latifúndio patriarcal da Época Colonial
e traduzem a submissão do campesinato da época ao
poder econô mico, social e político dos grandes
proprietários.


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Estamos testemunhando o reverso da tendência histórica da
assalariação do trabalho e socialização da produção, que foi a
característica predominante da era industrial. A nova
organização social e econômica baseada nas tecnologias da
informação visa a adminis tração descentralizadora, trabalho
individualizante e mercados personalizados. As novas tecno -
logias da informação possibilitam, ao mesmo tempo, a des -
centralização das tarefas e sua coordenação em rede interativa
de comunicação em tempo real, seja entre continentes, seja
entre os andares do mesmo edifício.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra,
2006 (adaptado)
No contexto descrito, as sociedades vivenciam mudanças
constantes nas ferramentas de comunicação que afetam
os processos produtivos nas empresas. Na esfera do
trabalho, tais mudanças têm provocado
a) o aprofundamento dos vínculos dos operários com as
linhas de montagem sob influência dos modelos
orientais de gestão.
b) o aumento das formas de teletrabalho como solução de
larga escala para o problema do desemprego crônico.
c) o avanço do trabalho flexível e da terceirização como
respostas às demandas por inovação e com vistas à
mobilidade dos investimentos.
d) a autonomização crescente das máquinas e computa -
dores em substituição ao trabalho dos especialistas
técnicos e gestores.
e) o fortalecimento do diálogo entre operários, gerentes,
executivos e clientes com a garantia de harmonização
das relações de trabalho.
Resolução
O desenvolvimento das redes imateriais possibilitou a
separação entre a gerência e a produção. Com a maior
celeridade dos meios de comunicação, tornaram-se
mais eficazes as ações de controle da produção, mesmo
quando esta se dissemina no espaço.









21
É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da
República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo,
no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo
bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da
Revolução de 1930, que não descuida ram da forma
republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e
o estrangeirismo da fórmula im plan tada em 1869, isto porque
o Brasil brasileiro teria nascido em 1930.
MELLO, M. T. C. A república consentida:
cultura democrátida e científica no final do Império.
Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).
O texto defende que a consolidação de uma determinada
memória sobre a Proclamação da República no Brasil
teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais
importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procu -
raram construir uma visão negativa para os eventos de
1889, porque esta era uma maneira de
a) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais
vitoriosas.
b) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à
Monarquia.
c) criticar a política educacional adotada durante a
República Velha.
d) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada
desse grupo ao poder.
e) destacar a ampla participação popular obtida no
processo da Proclamação.
Resolução
A Revolução de 1930,  apesar de promovida por gru -
pos oligárquicos opositores do governo de Washington
Luís, afirmava defender as propostas da Aliança
Liberal, recém-derrotada nas urnas; ou seja, dizia
atender as aspirações populares e de setores médios
(nos quais se incluíam os “tenentes”), defendendo um
Brasil modernizado que acabasse com os vícios da
“República dos Coronéis”.



VEJA TODAS AS QUESTÔES NO LINK:
http://www.curso-objetivo.br/vestibular/resolucao_comentada/enem/2011/enem2011_dia1.pdf

Postado Por 
Vera Lucia Costalonga Lopes 
Graduada em Letras /Português / Inglês pela UNIoeste – de Presidente Prudente /SP 
Pedagogia/supervisão / administração / coordenação pela Fafiprev  de Venceslau-SP
 Especialista em Docência do Ensino Superior - Pós-Graduada Pela Unipan de Cascavel-PR